ler o mundo de maneira Aristotélica ou Jarrystíca?- O bom mesmo é poder escolher. pular de uma para outra forma de percepção. uma/outra. ou/ou. conjunção alternativa. ser ou não ser? melhor assim: ser E não ser.
entre uma realidade (forma) e outra, há um "vazio", um "pulo". se serve para alguma coisa ingerir substâncias que alterem a percepção da realidade, é que se percebe que o país das maravilhas é tão real quanto esse software coletivo (sendo que permanecendo neste, podemos nos comunicar com a maioria...).
a criação, aquele que cria, que experimenta, que salta, que pensa e que entra nos espaços entre um pensamento (experiência) e outro. uau. eles existem...êxtase místico. os contemplativos sempre se aplicaram.
como então que alguns donos do saber olham para crianças em plena formação e as criam tão negativamente? o que se passa em suas pobres imaginações??? usar esse poder patafísico (a la Alfred Jarry) para criar seres negativos, tsc, tsc. só posso pensar: mas que falta de imaginação...porque não fumam um baseado? realmente, suas crianças e jovens não precisam mas vocês...um chazinho ia bem, hein?...
Quarta-feira, Junho 10, 2009
Domingo, Abril 19, 2009
Quinta-feira, Março 05, 2009
Crônica para A Chuva
A Profundidade da Superficialidade...(Tire alguma distração e divertimento)
Necitta circulando na high & down society.
Estava sem saber o que escrever, a Lya já mandando prazo, pressionando, a M.Lisa(com a macaca nessa edição!) sugerindo o volta às aulas, expectativas, ah...cansei! Quero gramur!!! Então, já adiantando que teremos uma coluna de etiquetas por aqui, assessorada pelo melhor colunista social que já agitou essas terras vermelhas, que vem do tempo que nossas socialites flutuavam em saltos altos, fazendo semi-deuses de bandas vizinhas morderem-se de inveja com tanta realeza. Outros tempos. É...aguardem. Enquanto isso, pense sobre a listinha abaixo, tipo aquelas “os dez mais elegantes” “os dez mais ricos” “as dez mais glamourosas” “as dez mais estilosas”... relativa à nossa sociedade, e dê seus próprios nomes aos bois( eu tenho os meus mas não conto!).
Os dez sorrisos mais freqüentes na NG;
As dez boates ambulantes dominicais com o barulho mais horrível(agora com vidros personalizados);
Os dez jovens mais alucinados (incluindo os que dirigem as horríveis boates ambulantes);
As dez alpinistas sociais;
Os dez há anos falidos e nunca arruinados (decadance avec elegance)-colaboração Norman Cohen;
Os dez homens maduros e casados que não parecem maduros nem casados;
As dez mulheres idem;
Os dez cidadãos frustrados por não terem gramur, que resolvem fazer um jornal para conseguir aparecer;
Se esqueci alguma, manda chover!
• semi deuses correspondem a seres que possuem poder, decorrente de méritos passados, mas que, junto a esses méritos, semearam inveja. São movidos à competição. Na iconografia da roda da vida, eles plantam uma árvore em seu reino e ela dá seus frutos no reino dos deuses...).A pedido de M.Lisa, um pouq uinho de Dharma do Budha. Que os seres se beneficiem.
Necitta circulando na high & down society.
Estava sem saber o que escrever, a Lya já mandando prazo, pressionando, a M.Lisa(com a macaca nessa edição!) sugerindo o volta às aulas, expectativas, ah...cansei! Quero gramur!!! Então, já adiantando que teremos uma coluna de etiquetas por aqui, assessorada pelo melhor colunista social que já agitou essas terras vermelhas, que vem do tempo que nossas socialites flutuavam em saltos altos, fazendo semi-deuses de bandas vizinhas morderem-se de inveja com tanta realeza. Outros tempos. É...aguardem. Enquanto isso, pense sobre a listinha abaixo, tipo aquelas “os dez mais elegantes” “os dez mais ricos” “as dez mais glamourosas” “as dez mais estilosas”... relativa à nossa sociedade, e dê seus próprios nomes aos bois( eu tenho os meus mas não conto!).
Os dez sorrisos mais freqüentes na NG;
As dez boates ambulantes dominicais com o barulho mais horrível(agora com vidros personalizados);
Os dez jovens mais alucinados (incluindo os que dirigem as horríveis boates ambulantes);
As dez alpinistas sociais;
Os dez há anos falidos e nunca arruinados (decadance avec elegance)-colaboração Norman Cohen;
Os dez homens maduros e casados que não parecem maduros nem casados;
As dez mulheres idem;
Os dez cidadãos frustrados por não terem gramur, que resolvem fazer um jornal para conseguir aparecer;
Se esqueci alguma, manda chover!
• semi deuses correspondem a seres que possuem poder, decorrente de méritos passados, mas que, junto a esses méritos, semearam inveja. São movidos à competição. Na iconografia da roda da vida, eles plantam uma árvore em seu reino e ela dá seus frutos no reino dos deuses...).A pedido de M.Lisa, um pouq uinho de Dharma do Budha. Que os seres se beneficiem.
Crônica para A Chuva
Velho papo de outrora( extravagantis geris consequentis...)
por Realitis Necitta
A puberdade da minha geração foi alarmada pela notícia da AIDS. Quanta loucura em torno disso vivemos... Era abrir uma revista, ligar a tv, estar próximo do carnaval e dá-lhe camisinha, camisinha, camisinha. Todos falavam sobre sexo abertamente, na sala, quarto, cozinha e corredor. Até usuários de drogas injetáveis foram olhados e pragmaticamente orientados a terem sua própria seringa... Minha juventude teve esse subtexto: usufruir da liberdade (recém conquistada dos anos de chumbo) aprendendo a exigir e cuidar-se. Não havia tempo para hipocrisias, qualquer um, “quem vê cara não vê aids” poderia ser o próximo. No primeiro momento, as vítimas eram os gays, logo depois, os bissexuais, e então, mulheres casadas infectadas passavam a ser em maior número que prostitutas portadoras, dado a facilidade com que o profissionalismo permitia o uso de preservativo: quer, quer, não quer a fila tá na porta, love of my life.
E de repente, pimba! Não se ouve mais falar a respeito. Descobriram a cura? As pessoas se reeducaram e não precisam mais ser alertadas do perigo eminente? Quem dera fosse. Mas, infelismente, conversando com uma agente da saúde de nosso município, ouço que Lagoa Vermelha tem um dos índices mais altos de infecção por ano do estado. Que os números são tristes e a gente não fica sabendo porque a mídia entediou-se com o assunto, só isso. Notícia banal, não vende. Também, atiraram-se feito urubus, venderam paranóia, armaram o circo e agora ficam atrás de novas atrações. Só prá variar, ninguém quer pensar. E mudar.
Em meus primeiros carnavais, sabíamos que nove meses depois a cidade aumentava a população. Depois, na marra, aprendemos que poderia diminuir. Nossa cidade é carente de cultura, de arte, de pensamentos alternativos, e –logo- terreno fértil para atitudes que liberam a
mente, soltam o espírito sufocado, mas, baby, sorry, levam seu corpinho antes do tempo...
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
“Ao mesmo deus que ensina a prazo
Ao mais esperto e ao mais otário
O amor na prática é sempre ao contrário...
Ah, prá que chorar?
A vida é bela e cruel, despida
Tão desprevinida e exata,
Que um dia acaba.”
Cazuza
É. A vida é desprevinida. O portador porta a única notícia certeira: não há prevenção possível da morte.
Ninguém quer ser portador, porque apesar de todos quererem ir para o céu, ninguém quer morrer. Seja disto, seja daquilo.
Para quem é portador da notícia: aproveite o dia, e faça dessa circunstância a grande oportunidade para a iluminação, mesmo por que, nada mais é real mesmo.
Para quem acha que é sólido: sábio quem aprende com suas experiências; safo quem aprende com as dos outros.
Necitta dá a real e ainda brinca no carnaval...
PS: que saudade de girar pelo salão.
por Realitis Necitta
A puberdade da minha geração foi alarmada pela notícia da AIDS. Quanta loucura em torno disso vivemos... Era abrir uma revista, ligar a tv, estar próximo do carnaval e dá-lhe camisinha, camisinha, camisinha. Todos falavam sobre sexo abertamente, na sala, quarto, cozinha e corredor. Até usuários de drogas injetáveis foram olhados e pragmaticamente orientados a terem sua própria seringa... Minha juventude teve esse subtexto: usufruir da liberdade (recém conquistada dos anos de chumbo) aprendendo a exigir e cuidar-se. Não havia tempo para hipocrisias, qualquer um, “quem vê cara não vê aids” poderia ser o próximo. No primeiro momento, as vítimas eram os gays, logo depois, os bissexuais, e então, mulheres casadas infectadas passavam a ser em maior número que prostitutas portadoras, dado a facilidade com que o profissionalismo permitia o uso de preservativo: quer, quer, não quer a fila tá na porta, love of my life.
E de repente, pimba! Não se ouve mais falar a respeito. Descobriram a cura? As pessoas se reeducaram e não precisam mais ser alertadas do perigo eminente? Quem dera fosse. Mas, infelismente, conversando com uma agente da saúde de nosso município, ouço que Lagoa Vermelha tem um dos índices mais altos de infecção por ano do estado. Que os números são tristes e a gente não fica sabendo porque a mídia entediou-se com o assunto, só isso. Notícia banal, não vende. Também, atiraram-se feito urubus, venderam paranóia, armaram o circo e agora ficam atrás de novas atrações. Só prá variar, ninguém quer pensar. E mudar.
Em meus primeiros carnavais, sabíamos que nove meses depois a cidade aumentava a população. Depois, na marra, aprendemos que poderia diminuir. Nossa cidade é carente de cultura, de arte, de pensamentos alternativos, e –logo- terreno fértil para atitudes que liberam a
mente, soltam o espírito sufocado, mas, baby, sorry, levam seu corpinho antes do tempo...
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
“Ao mesmo deus que ensina a prazo
Ao mais esperto e ao mais otário
O amor na prática é sempre ao contrário...
Ah, prá que chorar?
A vida é bela e cruel, despida
Tão desprevinida e exata,
Que um dia acaba.”
Cazuza
É. A vida é desprevinida. O portador porta a única notícia certeira: não há prevenção possível da morte.
Ninguém quer ser portador, porque apesar de todos quererem ir para o céu, ninguém quer morrer. Seja disto, seja daquilo.
Para quem é portador da notícia: aproveite o dia, e faça dessa circunstância a grande oportunidade para a iluminação, mesmo por que, nada mais é real mesmo.
Para quem acha que é sólido: sábio quem aprende com suas experiências; safo quem aprende com as dos outros.
Necitta dá a real e ainda brinca no carnaval...
PS: que saudade de girar pelo salão.
Sexta-feira, Janeiro 16, 2009
Sábado, Dezembro 13, 2008
Quarta-feira, Novembro 26, 2008
crônica para o prétensão
Eu pensei que todo macaco fosse filho de papai noel
Tá bom, tá bom... não vou falar o que eu penso desse tal velhinho que traz presentes para as crianças bem comportadas, afinal, é nosso folhetim de estréia, estamos felizes pra cacete, somos daquela raça de macacos-sapiens que não ficam reclamando, somos daqueles que se atiram nos abismos, pois é a única forma de voar! E sim, nós planejamos voar, com ou sem o bom velhinho...
Só que hoje a minha filha (que não quer ouvir o cético irmão) me intimou:
- Mãe, fala a ver-da-de! Papai Noel existe ou não?
Perguntei se era capaz de aceitar uma resposta que ficasse entre o sim e o não pois a verdade verdadeira é que não era o sim nem era o não.
- Ai, mãe, tá vendo? Não existe!
- Filha, você não percebe que algo acontece com as pessoas nessa data em que se comemora o nascimento de um mestre amoroso, mesmo que algumas nem lembrem mais disso, como ficam todas diferentes, e sorriem mais, e recebem o décimo terceiro, e penduram bolas em uma árvore, e fazem compras? Então, o nome que dão a isso que acontece com elas é papai noel.
- hmmm...
- Agora, que isso tudo é um velhinho gordo vestido com roupas de inverno, que atende a todos os pedidos de presentes, sem olhar a conta bancária dos pais, aí vai além da minha imaginação...
- Então existe mas não é como a gente pensa que é. A gente não sabe como é que é!(o descrente ali, só no bico, fingindo não se interessar- homenzinho...)
- Isso! Assim é com o que não vemos e com o que vemos também, não acha?
- Mãe!!!! Compra aquela sandália rosa?
Mas não irei, caros leitores, me perder na metafísica do ho-ho-ho. A hora, me parece, é de incentivar o consumo e Lula alerta: comprem, ou vai faltar empregos. Ou seja, pessoas alienadas que não sentem coceirinha na mão para adquirir cacarecos serão agora chamadas à responsabilidade pelo desemprego perante a crise mundial! Tudo bem até que não acredite em papai noel, mas NÃO CONSUMIR? Como pode ser tão mau? Eu até sei que está lá nos direitos humanos básicos: direito de não atender a solicitações sem sentir-se culpado ou egoísta, mas como dormirei esta noite, eu que planejei um Natal enxuto e tranqüilo?
Bem, deixemos a César o que é de César e nossos sentidos simiescos e intelectuais voltados para amarmo-nos uns aos outros, fazermos compras com sacolas de pano, e pedirmos descontos na compra de sandálias rosas e bolas de futebol.
Um abraço carinhoso em todos amigos do passado, presente e futuro.E como sempre cabe mais o que é bom:
Que todos os seres possam se beneficiar.
necitta.
Tá bom, tá bom... não vou falar o que eu penso desse tal velhinho que traz presentes para as crianças bem comportadas, afinal, é nosso folhetim de estréia, estamos felizes pra cacete, somos daquela raça de macacos-sapiens que não ficam reclamando, somos daqueles que se atiram nos abismos, pois é a única forma de voar! E sim, nós planejamos voar, com ou sem o bom velhinho...
Só que hoje a minha filha (que não quer ouvir o cético irmão) me intimou:
- Mãe, fala a ver-da-de! Papai Noel existe ou não?
Perguntei se era capaz de aceitar uma resposta que ficasse entre o sim e o não pois a verdade verdadeira é que não era o sim nem era o não.
- Ai, mãe, tá vendo? Não existe!
- Filha, você não percebe que algo acontece com as pessoas nessa data em que se comemora o nascimento de um mestre amoroso, mesmo que algumas nem lembrem mais disso, como ficam todas diferentes, e sorriem mais, e recebem o décimo terceiro, e penduram bolas em uma árvore, e fazem compras? Então, o nome que dão a isso que acontece com elas é papai noel.
- hmmm...
- Agora, que isso tudo é um velhinho gordo vestido com roupas de inverno, que atende a todos os pedidos de presentes, sem olhar a conta bancária dos pais, aí vai além da minha imaginação...
- Então existe mas não é como a gente pensa que é. A gente não sabe como é que é!(o descrente ali, só no bico, fingindo não se interessar- homenzinho...)
- Isso! Assim é com o que não vemos e com o que vemos também, não acha?
- Mãe!!!! Compra aquela sandália rosa?
Mas não irei, caros leitores, me perder na metafísica do ho-ho-ho. A hora, me parece, é de incentivar o consumo e Lula alerta: comprem, ou vai faltar empregos. Ou seja, pessoas alienadas que não sentem coceirinha na mão para adquirir cacarecos serão agora chamadas à responsabilidade pelo desemprego perante a crise mundial! Tudo bem até que não acredite em papai noel, mas NÃO CONSUMIR? Como pode ser tão mau? Eu até sei que está lá nos direitos humanos básicos: direito de não atender a solicitações sem sentir-se culpado ou egoísta, mas como dormirei esta noite, eu que planejei um Natal enxuto e tranqüilo?
Bem, deixemos a César o que é de César e nossos sentidos simiescos e intelectuais voltados para amarmo-nos uns aos outros, fazermos compras com sacolas de pano, e pedirmos descontos na compra de sandálias rosas e bolas de futebol.
Um abraço carinhoso em todos amigos do passado, presente e futuro.E como sempre cabe mais o que é bom:
Que todos os seres possam se beneficiar.
necitta.
Quarta-feira, Novembro 19, 2008

No começo de dezembro estarei em Três Coroas, no Khadro Ling, para a consagração do palácio de Padmasambhava, um Budha para os tibetanos, que levou o Dharma para o Tibet.
Creio ser a maior cerimônia budista já ocorrida na América Latina, tanto em tamanho como em importância. Os demônios dos apegos, das aversões e indiferenças tremem diante das emanações de Padmasambhava!
E o palácio é lindo( aliás, o que é o mestre, hein?)! Vai lá também, por aqui: www.padmasambhavapureland.com
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